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sábado, 24 de março de 2012

1º Dia do Setenário das Dores

Bendita sejais, Senhora das Dores, ouvi nossos rogos, Mãe dos pecadores.

1º dor:

A profecia do velho Simeão!

Como era costume na época, depois de nascido, o filho deveria ser levado até ao templo para que fosse apresentado á Deus. Maria, seguidora das leis de seu tempo, também vai ao templo após o nascimento de Jesus, e o apresenta a Deus. Era também, seguido um ritual de apresentação. No final do ritual, Maria ouve da boca do velho homem chamado Simeão, que conduzia a cerimônia, uma terrivel notícia:

"Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim, serão revelados os pensamentos de muitos corações.
Quanto a ti Mulher, eis que uma espada de dor transpassará a tua alma."

E depois o velho profeta ainda disse:

"Agora Senhor pode me deixar partir, pois meus olhos viram a salvação deste mundo."


A procissão do Relicário 



Chegou nesta tarde de sábado, 24 de março de 2012, o então esperado Arcebispo Emérito de Juiz de Fora; Dom Eurico dos Santos Veloso, que ficará conosco até sexta feira próxima, celebrando o grande Setenário das Dores.



Teve até banda de musica, vinda de Cruzília.






Ao som de todos os sinos, e da banda, a procissão desceu a praça do Rosário, rumo a Matriz...





Ao final da missa, o Arcebispo, juntamente com a assembléia acendeu a primeira vela do candelabro, simbolizando a primeira dor de Maria.



Assim, começa mais uma Semana Santa em Baependi!

 Que o povo de Deus possa aproveitar estes sete dias do Setenário, para meditar e preparar seus corações, para que então, possam participar com o coração mais aberto, do grande mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo nosso Senhor.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Igreja Matriz de Baependi

Construção da igreja Matriz de Baependi, dedicada à Nossa Senhora do Montserrat.


A construção deste maravilhoso templo, que nos dias de hoje podemos ver concluido, passou por inúmeros paroquiatos, muitas histórias e fatos, marcaram as obras deta magnifica construção. Na foto acima podemos ver nossa Matriz ainda sem as torres, e a praça Mons. Marcos, era apenas um matagal. Rumores disem que existia um cemitério na frente do templo, como podemos ver nesta foto. A Matriz era toda cercada e possuía um cruzeiro com um galo no topo, tipico das construções dessa época, mais ou menos 1905.

No livro TEMPLOS E CRENTES temos detalhada, toda a história desta contrução maravilhosa!

"Natural da ilha da Madeira era o capitão-mor Tomé Rodrigues Nogueira do O', casado com Maria Leme do Prado, velhos habitantes de Baependi, pais de Maria Nogueira do Prado, esposa de Luiz Pereira Dias, moradores, estes, no sítio da Palmeira, do distrito da referida cidade.
Pelo exposto, é presumível que, no seio desta família, que ligava suas origens à Espanha, fosse bem viva a devoção à Virgem do Montserrate.
 Essa mesma Maria Nogueira do Prado, fazendo, em 20 de janeiro de 1754, doação do terreno para o estabelecimento da freguesia de Baependi e ereção de sua mariz, impôs a condição de ser seu orago Nossa Senhora do Montserrate.
A igrejinha antiga, à margem direita do rio Baependi, entrara em ruinas e sua mudança era necessária.

Trabalhos

Altar - Mór

" Na igreja matriz de Baependi, os trabalhos mais antigos, de que temos notícias, foram os executados no paroquiato (1795) do vigário Domingos Rodrigues Afonso. Refere o Tombo: Neste parochiato muitos melhoramentos se fizeram em nossa matriz: o altar - môr, um dos mais belos ornamentos deste templo parochial, é da mesma época.
Dois artistas, daqueles linginquos tempos, deixaram, na Matriz, admiráveis traços de seus talentos: Natividade, encarnador, dourador e pintor, de São João d El-Rei e Macedo, entalhador, de Suassui.
Só em 1862, sendo vigário o Cônego Joaquim Gomes Carmo, foi dourado o altar mór, com apreciavel dádiva de Francisca Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica Isabel."

Capela do Santíssimo Sacramento

 
" Em 1848, paroquiava Baependi o padre Custódio de Oliveira Monte-Raso, que transformou a primitiva sacristia, do lado esquerdo de quem entra, em capela do Santissímo Sacramento,    dotando - a com soalho, forro e altar. Este é bastante simples, branco, ornado com filetes dourados, tendo, ao alto, em pinturas, ramos curvos de rosas.
O capuchinho fr. Eugênio benzeu essa capela, ao tempo de sua missão em  Baependi"

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Imagem de Nossa Senhora do Montserrat

                    

 
" Colocada no alto do trono do altar mór,em nicho que Francisco Viotti fez contruir.
A imagem antiga da protetora de Baependi vem da margem direita do rio deste nome, na paragem do engenho, para a margem esquerda, onde se ergue a Matriz de hoje, acompanhando, com solicitude, a histórica cidade mineira.
Ah! se falasse!... se contasse os dramas tremendos do sertão, varejado em busca de ouro ou de peças humanas, para o rude mourejar das terras!... A imagem não é grande; a virgem e o menino são bem esculpidos.
Por ser ampla a nova Matriz, e para se por no trono outra imagem, de proporções maiores, conta-se que , ao tempo do vigário Domingos Rodrigues Afonso, ficou a atual na sacristia, de onde a levou um sitiante, do bairro da lavrinha, de sobrenome Teixeira, para sua residência, dando, em auxilio para matriz, um milheiro de telhas. A cidade, a seguir, foi assolada por uma epidemia, denominada "febre podre"; o povo, em cujo nome falou o ilhéu José Antônio da Costa Miquelino, pediu ao vigário o retorno da imagem, atribuindo a um castigo o surto da moléstia.
Formou-se uma procissão, que da lavrinha conduziu à cidade a imagem. Foi esta encarnada, em São João d El - Rei, e recolocada no trono, onde permanece."