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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Canto das Sete palavras e celebração da Palavra na Sexta feira da Paixão

Na sexta feira da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, se celebra na Matriz de Baependi, as 14:00 hrs, o canto e sermão das Sete palavras, que Cristo disse em seus ultimos momentos, antes de morrer.
A celebração acontece da seguinte maneira:
O coro canta uma palavra, e o pregador faz uma pequena pregação sobre o que diz aquela palavra!


Às 15:00 hrs acontece a Solene Ação Litúrgica, Leitura da Paixão, Orações Solenes. Adoração da Cruz e Comunhão na Igreja Matriz.
(Na Sexta feira da Paixão não se celebra missa)


Procissão do Enterro

 " Para assisti - la, vinha gente de muitas partes; ainda agora, milhares de pessoas, formando verdadeira mole, acompanham - na.
Velas, ardendo, profusas, brilham dentro da noite; à lua cheia, que na ocasião quase sempre se mostra, derrama sobre a multidão uma luz de opala, doce e merencória.

Não se ouve o menor ruído; o silêncio é impressionante. Apenas, de longe em longe, a voz das matracas ou o canto sentido da Verônica.

E o esquife segue; o espetáculo é magestoso e comovente.
A procissão do enterro foi instituida, na cidade, pelo finado Francisco Viotti, há mais de 90 anos."

Desde pequeno, eu sempre admirei essa linda procissão. Ao contrário do que alguns dizem, não é nenhum pecado lembrar-mos o sepultamento de Jesus. Eu vejo essa cerimônia mais como, passoas sofridas, com tantos problemas, e quem de nós não - os tem, levando no esquife do Senhor Morto e nas mãos de Nossa Senhora que também-o acompanha, a esperança de uma vida e um mundo melhor, onde não haja mais perseguição por causa de crença, cor, ou raça. Também fazemos na Sexta feira da Paixão, o enterro de todos os nossos pecados na esperança de uma vida muito melhor daqui em diante!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

história da imagem do Senhor Morto Baependi


Esta imagem que vemos acima, tem uma história incrível. São mais de 200 anos de fé e tradição!

O Senhor Morto de Baependi, é levado em procissão na sexta feira da paixão, após o tocante sermão do descimento da cruz, realizado em frente a igreja do Rosário. A praça fica inteiramente lotada de fiéis vindo de várias partes do Brasil.

Sua Mãe Maria Santíssima, também-o acompanha em procissão, que culmina na igreja Matriz. Durante o trajeto, são ouvidos apenas os passos das pessoas, enquanto que ao longe, se ouve o canto da Verônica que ecoa pelos ares.


A história que veremos a seguir, conta como esta bela imagem revestida com couro de carneiro, e suas chagas feitas com rubis, chegou em nossa paróquia.

" Em tempos do Capitão - mor Manuel Pereira Pinto, um seu filho, solteiro, contraiu certa moléstia, que pôs em sobressalto seu desvelado pai; receoso, este, da incurabilidade do mal, voltou seu espirito, muito religioso, para Deus, formulando a promessa de que, se seu filho se salvasse, mandaria esculpir uma imagem do Bonfim para a Matriz.
O moço foi feliz; sarou.
Cumpriu - se a promessa. No velho Carmo, hoje Silvestre Ferraz, fazenda dos Criminosos, foi então abatido o cedro, que serviu para a imagem, modelada, segundo se diz, pelos traços de um filho do citado capitão mor Pereira Pinto, sendo trazida para a igreja, no paroquiato do vigário Domingos Rodrigues Afonso; recebeu retoques e encarnação do já mencionado artista Natividade.


É um Crucificado em tamanho natural, cabeleira também natural; nele, tudo inspira piedade e respeito.